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  • Giovanna Melo

Você não precisa seguir carreira na sua graduação para ser feliz.

Atualizado: Fev 13

Cinco anos de graduação e você não está feliz na sua profissão? Sempre há tempo de mudar de rumo e buscar exercer algo que te proporcione satisfação.


  • Por que reestruturei minha atuação na arquitetura?


Quando entrei no curso de Arquitetura e Urbanismo, achei ser aquilo que eu mais queria, meu sonho de infância virando realidade, mas o devaneio virou pesadelo.


Ao longo dos cinco anos, passei por vários módulos da matéria de projeto, que consiste na criação de edifícios e áreas urbanas através de uma proposta estruturada pelo semestre. Porém, apesar da grande carga técnica, sempre busquei os elementos que me remetiam à história da arte, história da arquitetura e história do restauro.


Projetar nunca foi um problema, eu gostava da provocação de ter que pensar um espaço para pessoas, mas era na hora de descrever a criação que eu flutuava. Os professores apreciavam mais a dialética proposta em cada projeto meu, do que os desenhos técnicos, que realmente me eram pesarosos.


  • A percepção do desencontro: o que projetei para mim e a realidade do mercado de trabalho.


Comecei trabalhando na área no primeiro ano da faculdade, queria entender onde me encaixaria, qual vertente da arquitetura seria o meu lugar.


Estive em escritórios de diferentes segmentos, aprendi muito sobre projetar, mas a dinâmica da arquitetura me decepcionava. A cada oportunidade, minha criatividade era posta de lado e minhas habilidades técnicas eram enaltecidas.


E no último ano, estava exaurida, havia perdido um brilho, uma chama interna que me fazia ter esperança que construiria uma carreira na arquitetura. Foram cinco anos me dedicando à vida acadêmica, participando de concursos, cursos e à vida profissional. E de repente, nada mais daquilo fazia sentido.


  • Eu não estava sozinha. Muitos ao meu redor também queriam redesenhar seus caminhos.


Perceber que meus amigos e colegas também estavam nessa jornada me fez querer ajudá-los e estar presente em suas jornadas. Cada um que se encontrava ou desencontrava, era um sentimento coletivo, e todos nós queríamos reinventar possibilidades.


  • Porque escrever uma nova história profissional precisa de autoconhecimento


Entender e absorver que me formava em arquitetura mas não queria trabalhar com isso, foi custoso. Uma luta interna tomava conta: como assim fiz a faculdade dos meus sonhos e não queria praticar a vida profissional correlata?


O caminho para aceitar e assim se movimentar pela mudança foi autoconhecimento, essa busca por entender que estava em constante modificações e que todos os gatilhos para estes encaixes e desencaixes eram importantes para quem eu queria me tornar.


Movimento atrai transformação e era isso que eu queria, então, comecei a criar minhas próprias vias de escape, enquanto fazia obras de maneira autônoma depois de formada, estudava outros assuntos, correlatos à arquitetura, encontrava pessoas que estavam nessa jornada de transmutação e aceitava as oportunidades que me pareciam interessantes para saltar da zona de conforto.


Fiz trabalho voluntário na Índia, procurei voltar á terapia, imersões de dança, teatro, e nesse processo, meu relacionamento de sete anos também parou de fazer sentido. E foi assim, me jogando em situações confortáveis e desconfortáveis, deixando para trás o que não mais fazia sentido, que fui descobrindo o que eu estava querendo afinal. Nada disso aconteceu rapidamente, tudo teve o seu tempo, mas isso é para outro diálogo.


  • Estar aberta às possibilidades sem medo de errar


Em uma conversa na porta da faculdade, depois de uma palestra, me ofereci para trabalhar como produtora, marketing e novos negócios para uma colega de faculdade que havia começado um negócio de venda internacional de arte e mobiliário brasileiro pela internet. Eu não sabia nada sobre o assunto de marketing, mas sabia que queria essa oportunidade.


No dia-a-dia, entendi como usar o que aprendi na graduação para a área de comunicação, escrever sobre a história do design de mobiliário me fez perceber que produzir conteúdo era o meu campo de domínio.


A galeria começou a tomar outras proporções e conseguimos parcerias nacionais, produzir fotos melhores, criar um site mais responsivo, pensar nos detalhes de cada venda e como avançar com o marketing, criando experiências de compra.


  • Conectar pessoas, criar possibilidades de negócio dentro do campo das artes mostrou que era possível aliar dois mundos não tão distantes assim.


A imersão no trabalho de social media, produtora e criadora de conteúdo de arte, arquitetura e design, foi a porta de entrada para o que faço feliz atualmente.


Eu estava escrevendo, criando e construindo caminhos novos, fáceis e por vezes, difíceis. Mas estava em movimento, aprendendo e isso já era o caminho. E afinal, é o que importa, o caminho.


Desenvolvi as consultorias de marketing digital voltado para minhas áreas de conhecimento, e escritórios de arquitetura começaram a me procurar, e juntos desenvolvemos linguagens online para atrair clientes de arquitetura, design e arte. Estava funcionando.


Ou seja, lá eu estava, presente nos escritórios de arquitetura, escrevendo sobre os assuntos da minha graduação mas havia desenhado uma alternativa profissional que agregava minhas habilidades e me impulsionava a acreditar que: Fazendo o que se gosta que tudo flui.


Hoje me especializo em Marketing, trazendo mais técnicas para o meu trabalho e não vejo uma linha limitante na minha atuação, vejo uma estrada que vou trilhar feliz e caso queira mudar de direção, eu sei como começar a espiral de mudança, como diria o Lufe.


  • Você precisa de ajuda, quer projetar um novo começo?

Ter alguém para conversar e compartilhar seus anseios é sempre um bom começo para reestruturar sentidos, e eu sei quantos amigos me foram importantes para eu conseguir continuar.


Então me ponho à disposição para um café, para dialogar e encontrarmos juntos alternativas.

Entre em contato, e vamos papear para se movimentar.



Quer saber mais? Este ano de 2020 estaremos mais juntos, com artigos periódicos com dicas e compartilhamento de conhecimentos sobre Marketing Digital, Diálogos de desenvolvimento pessoal e muito mais.


Diga o que achou nos comentários, adoraria saber de você!


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