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  • Giovanna Melo

Por que cursar arquitetura expandiu meus horizontes?

Atualizado: Abr 27


  • Arquitetura não é sobre estética, somente. Também não é sobre um estilo arquitetônico que você gosta e quer reproduzir, é antes de tudo, sobre pessoas.

Logo que entrei no curso de arquitetura e urbanismo no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, eu não sabia da enorme carga multidisciplinar que eu estava prestes a absorver e o quanto aprenderia sobre o objetivo e subjetivo do mundo construído.


Na primeira semana de aula, eu e meus recém colegas fomos desafiados a pensar, projetar e materializar uma casa de cachorro. Parece bem fácil, certo? Mas hoje quando penso no que propusemos, estávamos muito longe de uma boa arquitetura para cachorros.


Alguns projetaram uma casinha neoclássica, outros, tentavam imitar linguagens modernistas. Todos estavam certos de que a tarefa era para mostrar sua assinatura como arquiteto, seu conhecimento sobre estéticas arquitetônicas.


  • Para pensar o futuro, é preciso analisar o passado


Ao longo dos primeiros semestres, tivemos aulas de história da arte, história da arquitetura e desenho.


As aulas teóricas de história nos faziam refletir sobre o poder da arquitetura, como forma de expressão. Em cada período da humanidade, a arquitetura e a arte são projeções políticas, culturais e econômicas de um povo. Entender o que ocorreu em um determinado espaço de tempo na sociedade e o que foi produzido por ela, é fantástico. Os conhecimentos que adquirimos nos fazem olhar para o mundo com deslumbramento.


O potencialidade dos discursos artísticos ao longo da história, por vezes, desafiaram o status quo e em outras ocasiões, afirmaram-no de maneira opressora.


Nas aulas de desenho livre, tínhamos diversos materiais e desafios. Por vezes, colocava-se diferentes tipos de música, fechávamos os olhos e desenhávamos o quê sentíamos.


Sensibilizar com outras expressões de arte e nos inspirar para criar, é uma integração que não tem fim. Desde então, até as coisas mais banais se tornam ricas em signos, ao olhar atento de quem aprendeu a ler o subjetivo.


Observação:

Na graduação, ainda somos extremamente colonizados, apenas passando pelos recortes históricos ocidentais, com um reforço para a visão eurocêntrica. Pouco aprendemos e lemos sobre arquitetura e arte africana, asiática até mesmo a parte oriental da Europa. Essa falta de um apanhado mais abrangente se dá por inúmeros fatores mas nenhum deles justifica a falta de atenção à produção significativa destas outras regiões do globo.


  • Aprender a pensar espaços nos mantém atentos aos lugares que permeamos.


A matéria de projeto está em todos os semestres, então desde o início, é incitado que se pense o espaço construído.


A cada proposta, é apresentado um terreno, por vezes na região da faculdade, e um escopo do que teremos que produzir, seja uma escola, uma galeria de arte, uma praça e outros.

E conforme a evolução do curso, mais informações técnicas vão sendo cobradas em cada entrega. No início, uma maquete e croquis, ao final do último semestre, é necessário um estudo completo.


Se torna divertido adentrar espaços, e saber como foi pensado, quais soluções arquitetônicas foram estipuladas e tudo é armazenado em um lugar do cérebro chamado “pasta de referências”, que arquitetos, designers e artistas sabem muito bem a importância.


  • Desenhar não é um dom, é uma prática, se você não sabe desenhar, pode aprender.


Desenhar se tornou uma das melhores maneiras de me fazer entender, seja na vida profissional e mais tarde, na vida pessoal. E através da prática, se vai aprimorando os traços e qual a melhor forma de se expressar no papel.


Cada um possui a sua maneira de o fazer, e praticar ao longo do curso se torna um estudo de compreender como representar o que se vê.


  • Testar coisas, aguçar a criatividade e lidar com as frustrações.


As maquetes ajudam a perceber a volumetria dos projetos no espaço, a se atentar às materialidades e obviamente, a questões estruturais.


Mas é só a partir de inúmeros testes, revisões e exposições a duras críticas que é possível melhorar e evoluir.


O que é o projetar? Nada mais que arquitetar milimetricamente o que se pretende, e ser minucioso se torna a regra.


A graduação também traz conhecimentos sobre topografia, ecologia e cálculos estruturais.

Estas disciplinas propõem analise de dados, cálculos e tomada de decisões pragmáticas.


Até aqui, a arquitetura tinha me possibilitado amadurecer minha criatividade, observar meus arredores e me encantar com contribuição arquitetônica ao longo da história.


  • Conhecimentos de leis em projetos urbanos.


Os projetos urbanos, por vezes, possuem escalas muito diferente da matéria de projeto. Há inúmeras questões a serem analisadas, como leis, a cultura local, os locais e não a toa, é sobre planejamento, com prioridades e diretrizes bem definidas.

Entender, visitar, caminhar atenciosamente e coletar informações que a prefeitura não possui, possibilita conhecer mais de nossas cidades e sobre as pessoas.

  • Trabalhos em grupo: ouvir, compartilhar e ceder


Em arquitetura, aprendi que projetar é sobre pensar no coletivo e em coletivo.

Por mais personalista e egocêntrica que seja a profissão, não se faz nada sozinho. Há uma equipe pensando e projetando juntos, trocando repertório, buscando soluções e dividindo tarefas.


  • A expansão dos horizontes e a conexão de todos estes saberes.

A Giovanna que entrou na faculdade, ao final do quinto ano, era outra pessoa. A curiosidade e algumas aptidões já estavam lá no primeiro ano, mas de maneira rudimentar. Hoje percebo a quantidade de portas e conhecimentos integrados que tive a oportunidade de adquirir. E no voltaria atrás.




Quer saber mais? Este ano de 2020 estaremos mais juntos, com artigos periódicos com dicas e compartilhamento de conhecimentos sobre Marketing Digital, Diálogos de desenvolvimento pessoal e muito mais.


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